Quem sou eu

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"...há impossibilidade de ser além do que se é - no entanto eu me ultrapasso mesmo sem o delírio, sou mais do que eu, quase normalmente - tenho um corpo e tudo que eu fizer é continuação de meu começo...... a única verdade é que vivo. Sinceramente, eu vivo. Quem sou? Bem, isso já é demais..." Clarice Lispector

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Quero deixar claro que eu acredito (e muito) no amor. Acho, mesmo, que existem amores que duram uma vida inteirinha. Ou o tempo que precisam durar. Porque certas coisas não são eternas, não. Mas duram o tempo certo. Só porque terminou não quer dizer que deu errado. As pessoas têm a mania de achar que se acabou é porque tudo foi perdido. Discordo. Qualquer relacionamento, bom ou ruim, traz experiência e maturidade emocional. Só que os romances duram o tempo que precisam. E eles necessitam de empenho, trabalho constante, cuidado, carinho. É como uma plantinha que a gente rega todo dia. Tem que proteger do sol, do vento, dos bichos. Acredito que o amor acontece para quem está preparado. E para quem quer de verdade se conhecer. Porque quando existe o nosso encontro com o amor a gente descobre partes que estavam escondidas lá no fundinho, esperando uma brecha para sair. O que eu não acredito é nesse amor que nos vendem. Nesse amor que acontece à primeira vista. Nesse amor que surge do dia pra noite. Nesse amor que separa. O amor tem que juntar. O Théo, o tal príncipe da novela das oito que começa às nove, separou da outra namorada para ficar com a Morena. O Théo, o tal príncipe da novela das oito que começa às nove, tem uma mãe que não concorda com a sua nova relação. Não tem nada pior do que alguém da sua família não aprovar seu relacionamento. O amor existe para somar, não para dividir. O amor é convivência, construção, intimidade. Ele não acontece de forma avassaladora, repentina, maluca. Ele vem de mansinho, chega, puxa uma cadeira e vai ficando. Suave, devagar. O amor não é coisa de novela. Por sinal, as novelas atrapalham e confundem as mulheres, pois estimulam e alimentam essa história de príncipe encantado surreal.

Clarissa Corrêa

 

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