| Ele: | Oi. |
| Ela: | Oi. |
| Ele: | Posso sentar aqui? |
| Ela: | A praça não é minha. A vida é tua. |
| Ele se senta. | |
| Ele: | Dia díficil, é? |
| Ela: | Talvez. |
| Ele: | Como? |
| Ela: | Talvez. |
| Ele: | Não. Digo, como assim? Talvez? |
| Ela: | Gosto dessa palavra. Uso quando não quero responder ao que perguntaram. |
| Ele: | Ah. |
| Ela deu um sorriso sarcástico. | |
| Ele: | Aposto que se eu fosse ele, sorriria pra mim. |
| Ela: | Ele quem? |
| Ele: | O cara que você ama. |
| Ela: | Não amo um cara. |
| Ele: | Eu sei que ama. Eu te entendo. |
| Ela: | Hum. Sofre também? |
| Ele: | O que? |
| Ela: | Digo, sofre por amor também? Que nem eu? |
| Ele: | Não...Por amor não. Pela falta dele, talvez. |
| Ela: | Talvez? |
| Ele: | É. Gosto dessa palavra. Uso quando não quero aceitar os fatos. Aprendi com uma menina a uns minutos atrás. Ela tem um sorriso lindo. |
| Ela: | Como sabe do sorriso dela? Ela nem sorriu. |
| Ele: | Eu aposto nisso. Ela ainda vai sorrir pra mim. |
| Ela: | Acho díficil, ela tá tendo um dia díficil. |
| Ele: | Eu não. |
| Ela: | Ah, então ela te desafia. |
| Ele: | E eu desafio ela a começar tudo de novo. |
| Ela olha pra baixo. | |
| Ele: | Oi, posso sentar aqui? |
| Ela sorriu. | |
| Ele: | Viu, eu disse. |
| Ela: | O que? |
| Ele: | Que você tinha um sorriso lindo. |
Quem sou eu
- Kaá
- Brazil
- "...há impossibilidade de ser além do que se é - no entanto eu me ultrapasso mesmo sem o delírio, sou mais do que eu, quase normalmente - tenho um corpo e tudo que eu fizer é continuação de meu começo...... a única verdade é que vivo. Sinceramente, eu vivo. Quem sou? Bem, isso já é demais..." Clarice Lispector
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário