"Não era culpa dele, não mesmo. Eu e essa minha mania de querer viver o amor. Coisa de doido né? O amor não é assim. O amor é entrega, é renuncia. E ele, poxa, ele era só um garoto. E garotos são garotos demais para esse tipo de coisa. O amor é coisa séria. E me amar significaria renunciar às garotices de um garoto. Muita coisa pra cabecinha dele né? Coitadinho. O amor é osso duro de roer. E ele não tinha dentes suficientemente fortes. E rapidinho deu um jeito de escapar dessa ciranda. garoto esperto ele né? Também acho. Amar da trabalho pra porra. Muito mais fácil viver na superficie, na beiradinha da estrada, pegando carona pra lugar nenhum. Cômodo. Simples. Comum. Coisa de garoto, sabe como é…"
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